Bagagens e Diários #ZeroUm

Na segunda semana de Janeiro, ouvi uma frase aonde busco basear o resto
da minha herança mental nela, aonde ela diz:
“Para viver ou receber milagres é necessário planta-los”
Obviamente, como se lê é de simples escrita, de fácil leitura e de pouco conteúdo literal.
Não que seja pobre, ao contrário existem frases das quais eu poderia passar horas
escrevendo sobre minha maneira de interpretá-las.
Porem de momento preciso levar este conceito pra mim, é mais uma das bagagens
diárias que pretendo não ter de deixa-la pra carregar outra.
Já caminhei a muito pensando que milagres são detalhes importantes nos quais jamais gostaria,
ou melhor, em todo caso “EU” de planta-los gostaria que, alguém os plantasse por mim e que eu me desse o trabalho de então somente colhe-los.
De fato, quando leio esta simples frase me deparo com alguns detalhes, “quando que”
para que eles tomassem forma eu precisei planta-los, e então hoje os colher,
Porem memorizando-os de outra maneira, crendo que milagres não possuíam nenhuma obrigação pessoal nos mesmos. Pensando desta maneira de que “algo” depende de mim, é novidade.
Novidade, pois, pensar é um detalhe, deixar que o “algo” tome forma é outra e fazer com que este tome uma proporção esperada é completamente diferente.
Sendo assim, perceber que milagres são sementes e que elas precisam ser sabiamente jogadas numa terra fértil é outro detalhe imprescindível.
Por tanto, após o sonho, após a dor, após as lagrimas após toda a reclamação e indulgência em negativizar ou sentenciar algo,
é necessário semear pra que então a colheita se torne fértil.
Fazer isso de forma consciente é sábio. Por outro lado fazer na espera de um milagre, esperar pelo simples milagre é esperar em nada.
Outro detalhe seria pensar que uma formiga não para e espera que a rainha leve a folha da roseira de cravo pra dentro do formigueiro
e sim, ela movimenta-se e juntamente com as outras ou sozinha carrega seu fardo, seu sonho, seu material e sua tarefa.
Por tanto, hoje sonhar?
Sim, definitivamente! Entretanto é necessário após a noite bem dormida e pós o sonho
é necessário planta-lo ciente de que o plantio deve tornar-se fértil num amanhecer destes.
Paixão te quero longe

Amor não se encontra andando por ai,
O que se encontra é a herança do amor,
No disfarce de rostos lindos, “sexyes” e em sublimes formatos de peles.
Negras, pardas, tatuadas e caucasianas.
Pra amar, ou conseguir ser amado não é preciso se dar ao esforço,
A prepotência em amar é o fato de querer ser amado.
O amor só se torna paixão ardente, só é mais intensa do que o arrepio do “tesão” quando existe perdão.
Inefável e impossível novamente digo, o perdão.
O perdão é o “tesão” do amor,
Amor não se acaba, o problema é que paixão passa e amor disfarça!
Pra viver de amor alguns ingredientes são necessários, de fato ele vai ter que adoecer sofrer e colocar uma história a prova.
No ponto de vista de quem não ama isso é dor disfarçada de palavras fatalistas.
Entretanto, pra quem viveu e vive o amor e dele fez-se um cais, sabe bem que:
No caminho da dor, o amor faz parte e quando no precipício há de escolher uma alternativa.
A de se deixar cair ou a de perdoar percebendo a intensa figura divina do amor de amar.
É preciso semear amor pra colher carinho, pra colher paixão e pra colher “tesão”.
Paixão não dói.
Paixão pra te ser sincero,
Quero-te longe!
como meu pai
Há saudades da infância,
Quase sempre essa remetência se perde, em todo caso hoje se retorna as raízes.
Melhor dizendo, entendo o que é referência,
Entendo que o que é escolhido hoje reflete no próximo reflexo.
É uma auto Referência.
Não é coisa de Pai, é coisa de projetar e ser projetado.
Eu vivo por e para isto, e nisto serei lembrado.
Nosso povo nossa Herança
Recentemente postei no youtube este mesmo video no canal do #Cômodo4Studio porem
por questões de direito autoral por conta da faixa musical que estou usando
*Sepultura – Roots *Itsári meu video não pôde ser vinculado em sua totalidade.
Entretanto, não achei que fosse interessante tira-lo do ar já que existe uma “legenda”
no video.
Cantos ritos riqueza,
nosso povo, nossa herença.
Belo monte?
Seca, choros e sem canto.
Cultura pobre, em troca de?
E se substitui cultura, povo e etnia?
Não! Belo Monte.
(…)
Isto é uma das peças que resolvi fazer junto ao Cômodo 4 Studio deixando claro meu
manifesto com relação a Belo Monte.
um papel sujo de amor

Eu sinto vontade de escrever, sinto vontade de falar e sinto vontade de cantar.
Sinto vontade de fazer um daqueles cafés amargos e colocar apenas uma rasa colher de açúcar para sentir meu paladar amargo e no fim redescobrir um sabor único.
Eu sinto vontade de me observar.
Sinto vontade de parar em uma destas tardes nubladas e ouvir aquele sabiá disputando um canto de um bem-te-vi que canta a “quadras” de distância, sinto vontade de perguntar o porque de seu canto, o porque de cantar(…)
Eu sinto vontade de entender aquele livro que já tentei ler e não obtive exito em concluir minha leitura.
Sinto saudade.
Eu sinto saudade de quando eu abraçava e não largava mais os meus braços de você,
sinto, mas a saudade não sente.
Eu sinto mais que vontade e saudade, eu sinto a necessidade de entender algumas virtudes que não as tenho, para as possuir.
O único problema seria obtê-las e não lhes servir, pois você há de “mudar”.
Já me disseram sobre falhar, sobre o fator, sobre o peso e sobre dor.
Nada disso me entristece, consome ou me arranca uma lágrima,
Não porque não possuo a essência de ser sensível.
Ao contrário, foi quando li sobre o amor, foi quando li o que descrevo que perdi a vontade,
e o valor.
Foi quando li sobre ele dizendo em um papel amassado, jogado e sujo na beira da rua que
me senti, pobre e nu,o papel dizia:
“Sou aquele que não se corrompe, sou aquele que busca a essência e não a pintura final.
Sou aquele que abraça todos os sentidos, todas as causas e todos os erros.
Eu sou simples, calmo e turvo.Eu possuo virtudes, mas você conhece apenas algumas delas.
Você não me conhece, porem deveria.
Eu sou(…)É uma imensidão, é um valor, faço parte de você.
Ama quem te ama, diferencie sentimentos, busque o erro e derrote-o.
Arranque sua magoas e jogue ao mar, faça com que a saudade seja seu porto, além de ser
ausência.
E então eu me revelarei pra você.
com amor,
Amor”.
Nu e de olhos pesados de lagrimas,
parei e não mais consegui, não consegui mentir dizendo um simples “eu te amo”, pra todo e qualquer um,
amigo, amor, e um alguém.
Cômodo 4 Studio # Narrativa Dois
Faz parte é o delírio da vida
Porque faz parte do delírio da vida (…)
se não é, chega a ser quase arrebatador o poder de ser livre,
de deixar que a corrente nos leve,
e junto a ela todo o processo de vida no qual há de se encontrar.
No entanto é preciso viver.
é necessário parar,
pensar
criar uma estratégia
O tempo não irá nos levar,
irá levar somente nossos anos,
algumas de nossas magoas e o mais importante,
a energia que possuímos .
Na profundeza de nosso ser,
continuamos como uma fotografia velha,
da imagem que nós criamos.
É preciso, suar
dedicar-se,
trabalhar
raciocinar
respirar
criar
a certa oportunidade que
então fomos gerados para alcança-la
Isso, independe de nossos problemas,
independe de termos ou não um limite,
você pode ir além do que de certa forma enxerga.
É preciso calma,
E quem disse que inocência é sinônimo de pobreza mental?
Alguns desafios, chamam somente um nome,
podem ser “repetitivas” as vezes que aparecem,
eles irão te chamar e me chamar e nos chamar,
porem cabe somente a nós ultrapassa-los
e então vivermos a alegria de uma trajetória digo, novamente
arrebatadora, livre e sem barreiras.
Porque?
Porque faz parte do delírio da vida.
Porque somos pessoas,
em destintos lugares propagando ações!





